Azeredo diz que obstruções não impedirão CPI de revelar a verdade
Deputado insiste que relator não tem isenção para o cargo
O deputado Paulo Azeredo (PDT) defendeu nesta quinta-feira (3), da tribuna, a iniciativa da presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT) em solicitar o acesso imediato a documentos e processos da fraude milionária. E disse que quando a CPI vira pizza, muitas vezes é pelo relator, quem ele não considera isento para o exercício do cargo. “O requerimento de instalação da CPI foi assinado por 39 deputados para a realização da investigação”, disse o deputado, mostrando o documento assinado pelos mesmos deputados que agora, com a CPI em funcionamento, tentam impedir as ações de investigação. O requerimento prevê o acesso imediato a documentos, processos de expedientes relativos aos fatos elencados e que deverão servir de suporte para as demais diligências que se fizerem necessárias, como por exemplo a oitiva de testemunhas. O documento, datado de 28 de agosto, foi encaminhado à Juíza Simone Barbizan Fortes. Leu, também, o documento da deputada Stela Farias, datado de 28 de agosto, após a CPI ser instalada, enviado à juíza, onde solicita que seja permitido aos membros da comissão parlamentar que acessem e utilizem os processos judiciais, documentos e provas que estejam de qualquer forma ligados aos fatos determinados que levaram aos 39 parlamentares assinarem a CPI. O deputado Paulo Azeredo criticou os deputados que não querem investigar, “vocês verão na CPI quem realmente quer trazer a verdade, esclarecer os fatos, doa a quem doer, e quem não quer saber, que faz de conta, faz teatro”. Depois de ler as 1.238 páginas da denúncia do MPF, disse lamentar a publicação do nomes de alguns parlamentares, “se eles estão ou não envolvidos, cabe a cada um o direito à legítima defesa, na presidência da sessão”. Disse que o seu nome também é citado e houve insinuação de que deveria ser indiciado, mas explicou: “Meu nome saiu Paulo Melancia, sim, por aqueles indiciados que não queriam que fizéssemos parte da CPI. Eles conversavam para encontrar uma maneira de fazer com que este deputado fosse substituído, para que não estivesse aqui investigando”, observou. Relações perigosas do relator Azeredo voltou a afirmar que o relator, deputado Coffy Rodrigues (PSDB), não tem isenção para o cargo. Referiu-se a Roberto Alexandre Moreira, que teria ido, com uma Parati bordô, a Santa Cruz do Sul buscar o dinheiro repassado a Rubens Bordini, Walna ou Crusius, conforme foi publicado na imprensa. “Estranho quando vejo na Folha Online: Coffy Rodrigues admitiu que sua ex-secretária-adjunta foi indiciada, segundo ele injustamente. “E o que eu tenho a ver com isso? Eu não fui indiciado, não devo nada para ninguém”, afirmou. Porém, negou que Roberto Alexandre Moreira tenha sido diretor na Secretaria de Obras. Azeredo mostrou da tribuna a nomeação de Roberto Moreira, dia 22/5, como diretor de Obras. E no site da Assembleia Legislativa consta a informação de que ele foi nomeado dia 15 de janeiro no gabinete do deputado Coffy Rodrigues. “Que isenção é essa, deputado, meu amigo e ex-companheiro do PDT?”, perguntou Azeredo.
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