quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Trem Bala Gaúcho – O Trem do Mercosul.

O século XXI inicia com a certeza de um novo mundo para a sociedade. Período de grandes reflexões e propostas ao desenvolvimento do planeta. Avaliando nossa trajetória constatamos estar na integração dos povos as soluções para as causas do novo milênio. É época de parar, pensar e recomeçar.

Alicerçado nesta ótica, como representante do povo no Parlamento Gaúcho, assumi o compromisso de propor soluções ao desenvolvimento de nosso Estado, Brasil e Países vizinhos. Dentre elas, a reativação do transporte ferroviário como rota de crescimento e desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

No Brasil, já há algum tempo, a viabilidade da implantação de um sistema ferroviário de alta velocidade no eixo Rio – São Paulo vem sendo objeto de estudos. Com o objetivo de incluir o Rio Grande do Sul nesse plano de desenvolvimento, foi que elaborei o projeto de lei (PL Nº 125/2002) para realização de pesquisas de viabilidade para um trem bala gaúcho.

A proposta de implantação de um trem bala gaúcho é na verdade o trem do Mercosul, pois interliga Porto Alegre a São Paulo e Buenos Aires, na Argentina. Num projeto inicial para discussão viria por Montevidéu, no Uruguai; Chuí; Rio Grande; Camaquã; Porto Alegre; litoral norte; Curitiba e São Paulo. Podendo, ainda, ter ramais para São Borja, na Fronteira Oeste; Pelotas; Bagé e Livramento, na Região Sul do estado, interligado a uma logística de transporte que forma o corredor bioceânico (CBC). Integrado ao trem do Mercosul poderemos dispor do trem para o litoral norte.

Atualmente, das 140 mil residências do litoral norte do estado que ficam fechadas durante dez meses por ano, pelo menos 50% poderão ser ocupadas definitivamente. Com a facilidade de morar na praia e trabalhar na capital ou região metropolitana, há possibilidade de uma reestruturação urbana, diminuindo o número de pessoas que moram na cidade e possibilitando aos cidadãos maior qualidade de habitação. Além do que, esta movimentação de pessoas em direção ao litoral levará obrigatoriamente, mais desenvolvimento para região.

Para a Serra Gaúcha a proposta é a extensão do Trensurb, denominado trem sócio econômico cultura, ligando Porto Alegre, Vale dos Sinos e Região da Serra. Esta ampliação possibilitaria aos cidadãos trabalhar, estudar e passear (o turismo) nos eventos culturais realizados pelos municípios locais. O percurso também levaria estudantes para as diversas universidade da região, integrando a comunidade acadêmica.

Coincidentemente, foram escolhidas as regiões do Estado que atraem por suas belezas, porém jamais receberam os investimentos necessários para o seu real desenvolvimento com a criação de uma indústria turística que possa atrair fluxos de pessoas do Estado, do País e do exterior. O próprio turismo precisa ser visito como um fator econômico e não como um evento esporádico que movimenta pessoas de um lado para outro. A necessidade de implantação de um trem de alta velocidade é de colocar o Rio Grande do Sul entre os países do primeiro mundo a exemplo do que ocorreu na Espanha, com a construção do trem-bala (AVE) entre Sevilha e Madri, por exemplo, sem contar com as novas linhas do trem ligando Barcelona a Madri.

De forma geral, em função de suas características, a implantação e operação desses sistemas estão associadas a diversas vantagens. Primeiramente, com a redução de gargalos dos subsistemas de transporte aeroportuário, rodoviário e urbano. Além de reduzir os níveis de congestionamento, os impactos ambientais, a emissão de gases poluentes e o número de acidentes em rodovias, a utilização do trem induz ao desenvolvimento regional, aliviando áreas de maior densidade urbana no Rio Grande do Sul.

Derli dos Reis Jornalista - RPMT-DRT/RS 8942

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