quinta-feira, 23 de abril de 2009

Deputado critica uso de escolas para abrigar presos

Durante audiência pública da Comissão de Educação do Legislativo, que debate nesta manhã o fechamento das escolas itinerantes do MST, o deputado Paulo Azeredo (PDT) encaminhou pedido de providências a respeito da intenção do governo estadual em ocupar escolas públicas desativadas para abrigar presos do regime semiaberto. A medida é questionada pelo deputado, para quem o Estado deve garantir educação para todos – inclusive os presos – e não fechar escolas para depois usá-las como albergue para apenados.

Déficit zero prisional
Na avaliação do parlamentar, ao buscar espaço para presos em escolas desativadas o atual governo está demonstrando publicamente a sua incapacidade em resolver o grave problema prisional do Rio Grande do Sul. “É a lógica do déficit zero na área educacional ou prisional, ou seja, a governadora quer realocar os presos e para isso serve até mesmo uma escola”, observou o deputado. Azeredo é contra a desativação de escolas, “sempre uma comunidade terá alunos”, pondera o deputado, que acompanhou a audiência pública que tratou pela terceira vez da situação de mais de 100 crianças do MST que estão sem aulas por determinação do Ministério Público, que fechou as escolas itinerantes.

O parlamentar participou ontem (6) de reunião na SUSEPE, onde busca alternativas para o problema prisional em Montenegro. Lá, a comunidade não aceita a ampliação da Penitenciária Modulada.

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